Saturday, 30 October 2010

5 - Annus Horribilis

The Pot of Gold
No ano fatídico de 2001, o Albatroz e esposa resolveram estudar a possibilidade da restauração total da casa. Houve finalmente eleições autárquicas e foi eleito um novo presidente da Câmara e nova vereação. Pior que o anterior executivo é impossível, pensou ele, portanto a mudança só pode ser para melhor. Mas ao falar com os habitantes locais, beirões tisnados pela vida, estes moderaram-lhe o optimismo. Mas pouco tempo depois a Câmara começou finalmente a interessar-se pela recuperação da aldeia histórica e a tentar recuperar o tempo e dinheiro desperdiçados pela administração anterior.
          Objectivos subjectivos
Qualquer obra tem uma parte objectiva e uma parte subjectiva. Restaurar uma casa com história e portanto com uma alma constituída pelas muitas vidas que lá se desenrolaram, não é obviamente o mesmo que construir um edifício novo que apenas reflecte o gosto de quem o faz e o fim a que se destina. Decidiram restituir a casa, tanto quanto possível, à traça original. Respeitar o enquadramento, através dum projecto de arquitectura austero que pusesse em valor o antigo existente, mas sem tentar substituir o que não tinha arranjo com imitações que só podem ser de mau gosto. Pensaram em si próprios também, acrescentando o conforto contemporâneo.
Ao discutirem, primeiro a possibilidade e depois a forma de restauração, decidiram que se iam fazer alguma coisa com a casa, fariam alguma coisa de qualidade. Como em todas as coisas, é preciso um ponto em que se quebre o círculo vicioso da mediocridade dominante. Se bem que o objectivo principal fosse obter uma certa satisfação pessoal em manter nesta região um património familiar com valor sentimental, não puderam ignorar  que  é economicamente absurdo investir num local onde o retorno desse investimento será sempre materialmente nulo, ou na melhor das hipóteses ridiculamente baixo. Havia porém, incentivos em programas para conservação do património e empreendimentos turísticos, projectos de restaurações de telhados e fachadas, tudo isto alimentado por fundos Comunitários. Tendo esses factores em conta, talvez fosse possível ser temerário sem ser idiota.
Conheciam como estas coisas tinham funcionado noutros países, e pensaram que o mesmo poderia acontecer aqui. O optimismo em relação à terra de origem paga-se caro. Pensaram poder contribuir um pouco para a dinamização da terra e da região. Por um lado, ele pensou em organizar algumas reuniões académicas ou profissionais, da mesma forma que alguns dos seus antecessores nos mesmos postos tinham organizado reuniões nos seus países de origem e por vezes nas suas casas de família. Sempre teve orgulho na austeridade das casas tradicionais do interior português. As casas reflectem o carácter de quem as fez e habitou. Por outro lado, mesmo que os participantes nas reuniões excedessem as capacidades próprias da casa, poderiam hospedar-se nos turismos de habitação da terra e nos hotéis da região.
          Qualidade local
Como tinham vivido e visitado outros lugares onde o património histórico tem sido restaurado desde há muito tempo, aprenderam a distinguir o bom do mau e, obviamente, preferem um trabalho bem feito. Pensaram também que seria justo dar trabalho aos profissionais locais, além de que isso poderia de alguma maneira facilitar o progresso de empreendimento. Esqueceram-se que de boas intenções está o inferno cheio. Procurar profissionais locais para fazer o trabalho de qualidade que queriam, revelou-se duma inocência só explicável pelo longo afastamento lhes ter dourado a  memória e toldado as faculdades de realismo. Eles existem, mas a maioria estão emigrados...
          No fim do arco-iris...
Tiveram que começar pelas demolições interiores. Para a casa ser restaurada na sua traça original, era preciso retirar tudo o que era espúrio. Durante séculos tinha havido o acrescento duma parede aqui, um lugar onde fazer fogo acolá. Mas o pior foi quando parte da casa funcionou como a primeira escola da povoação. Perder toda uma ala, onde agora funcionam o posto de turismo, o posto de saúde e a junta de freguesia, é uma coisa. Uma escola é outra coisa muito diferente. Dividiram-se salões para fazer salas de aula e desapareceram os tectos abaulados de madeira. Para além da guerra, não há nada mais destrutivo que miúdos em idade escolar.  A casa passou pelas duas coisas.
Encontraram um empreiteiro para fazer as demolições interiores. Passado algum tempo o homem e os seus empregados abandonaram a obra. Ficaram admirados quando souberam. O que há teria acontecido? Tentaram contactar o empreiteiro sem resultado. Começaram as especulações. Diz-se que na casa está escondido um tesouro, um pote de moedas, ou qualquer coisa desse tipo. Na altura das invasões francesas as pessoas esconderam ou enterraram tudo o que puderam. O mesmo aconteceu com os donos da casa.
A esposa do Albatroz tem uma colcha antiga de Castelo Branco com o bordado carmesim manchado, porque a colcha serviu para embrulhar valores da família que foram metidos numa ânfora e enterrados. Parece que as paredes da casa, um labirinto com um sem fim de fendas e esconderijos, serviram o mesmo objectivo. O filho, durante umas férias andou de detector de metais a vasculhar as paredes e aquilo apitava por todos os lados. Impossível ter tempo para abrir tantos buracos. Na altura das demolições o filho estava na Califórnia e eles em Paris.
Mandaram recado ao homem. Disse que só queria falar com a dona da casa. Quando vieram a Portugal lá conseguiram falar com ele. Explicou que não queria continuar com a obra, que andava doente e era demasiada responsabilidade para a sua pequena empresa. Quiseram pagar-lhe o trabalho já feito, não quis. Ficaram sem saber o que pensar ou fazer. O engenheiro de estruturas achou que o homem não compreendia este tipo de construções, tinha medo que a casa lhe caísse em cima. Para a pequena história é mais interessante imaginar que o homem encontrou um tesouro e se reformou rico.
Time warp:
2001, “annus horribilis” o ano do 9/11. Na manhã do dia 11 de Setembro, dezanove terroristas apoderaram-se de quatro aviões. Dois foram pilotados contra as torres gémeas do Word Trade Center em Nova York. Os dois outros dirigiram-se para Washington. Um atingiu o Pentágono. No outro,  os passageiros atacaram os terroristas e o avião acabou por cair na Pensilvânia. Estavam em Portugal, a almoçar no restaurante da terra e aperceberam-se de que qualquer coisa estranha se passava na televisão. O choque com a primeira torre podia ser um acidente. O segundo podia ser o princípio duma guerra mundial. A filha estava a meia dúzia de quarteirões da Casa Branca. Nunca se sentiram tão longe de casa.
Algum tempo depois os US invadiram o Afeganistão, os fanáticos talibãs e da Al-Quaeda fugiram para o Paquistão. Os povos do mundo não vivem todos na mesma época. O pelotão da frente entrou no século XXI, o pelotão dos últimos ainda está mergulhado nas trevas da Idade Média.
          JSR

Wednesday, 13 October 2010

4 - Como Sobreviver no Deserto

Scrounging a Living
Com muitas viagens, muitas peregrinações a templos burocráticos, muita paciência e perseverança, em 2000 o Albatroz e esposa obtiveram consecutivamente um projecto, as licenças necessárias e o orçamento para substituição do telhado da casa.
         Idiossincrasias fundamentais
Mais importante, foi possível respeitar as idiossincrasias do telhado, apesar das objecções da Cassandra inexperiente. A maior discussão foi em relação à estrutura, feita de traves e barrotes de castanho, que durou vários séculos mas estava enfraquecida pelas ondas de choque do terramoto de Lisboa de 1755 e por infiltrações várias. Pode ser parcialmente aproveitada ou é necessário que seja totalmente substituída? Neste caso, por outra estrutura de madeira ou por uma estrutura metálica? Os argumentos foram ferozes e apaixonados. As escolas de arquitectura e os engenheiros de estruturas dividem-se. Parece que há aspectos fundamentais, incontornáveis e definidores, aspectos que são merecedores destes e de outros chavões do mesmo tipo.
A outra discussão foi causada pela forma. Outro assunto fundamental, incontornável e definidor... O resultado foram confusões, que geraram substituição de projectos, autorizações, licenças e alvarás. No fim, lá foi possível pedir orçamentos, fazer a comparação das propostas e adjudicar a obra.
          Telhado novo
Após tantas contrariedades com projectos, discussões e pareceres, começou finalmente a substituição do telhado, executada por um construtor local.
Durante o processo preparatório e mesmo depois da obra começar, apareceram resistências inesperadas e dificuldades insuspeitadas. Da parte de entidades e gente que devia agradecer aos deuses que aparecessem uns inocentes dispostos a investir o tempo e os fundos neste “cú de Judas”. Afinal havia ou não interesse em que a casa fosse impedida de se continuar a deteriorar? A casa é ou não importante para o património das aldeias históricas? Havia ou não o risco de que uma telha caísse sobre um passante? Havia ou não alguma razão para singularizar esta casa com a ameaça de coimas, em relação ao estado geral de abandono em que se encontrava a povoação?
Parece que sim e daí talvez não.
          Políticas de campanário
Os locais acabaram por confessar que havia umas histórias de chico-espertos a tentarem ver se  incomodavam os proprietários, ausentes no estrangeiro, o suficiente para que estes se desfizessem da casa. E a apanhassem por vil preço. Se assim era, paciência. Daí o indisfarçável desconforto de alguns, não esperavam que o resultado das suas manobras fosse o contrário do pretendido, que a casa fosse restaurada em vez de vendida.
As obras correram com dificuldades, umas mais naturais que outras, mas lá foram avançando. Depois de desmontar o telhado foi preciso reforçar as paredes e fazer um lintel onde assentar a estrutura. O tipo de lintel foi outra guerra, não se pode aumentar a altura da casa nem a forma do telhado. Mais uma vez uma atenção excepcional. Todas as outras casas à volta têm lintéis, incluindo a “gaiola dos periquitos” que no passado fez parte da casa. Além disso, o telhado em geral e as cumeeiras em particular, abateram ou abaularam com o tempo, e precisaram de ser endireitados.
O telhado lá foi substituído e a saga continuou.
          Time warp:
No ano de 2000, nasceu em Los Angeles o neto do Albatroz. Nessa altura e sem ser assim tão excepcional numa reunião dos membros da tribo, o avô veio de Tóquio, a avó de Paris e a tia de Washington. 
A eleição presidencial americana acaba empatada. Após a paragem súbita da recontagem manual dos votos da Florida, George W. Bush é declarado vencedor. Começam oito anos duma presidência atribulada.
É publicada a último banda desenhada dos "Peanuts" e pouco tempo depois morre na Califórnia o seu autor, Charles M. Schulz. Charlie Brown, Lucy, Linus e Snoopy são os heróis dos comic strips que ensinaram metade do mundo a falar o inglês coloquial da América. 
          JSR

Tuesday, 5 October 2010

3 - A Força da Gravidade

A NASA Picture
             Regressar ao passado, ao ponto de partida, é sempre um risco. “Quanto mais alto sobes, de mais alto cais” e outros ditados populares, reflectem o fatalismo dos circum-navegadores sem a coragem  de se agarrarem  ao outro lado do mundo, a falta de imaginação dos que se contentam com fazer uma bela viagem, como Ulisses. E que voltam para morrer ao riacho das origens, como os salmões ou as enguias.
          O apelo das origens
A propósito de riacho das origens, deve haver um apelo irresistível na ribeira que passa pela aldeia onde a esposa do Albatroz nasceu e que nasce mais acima na serra. Pressionados pelas telhas que, segundo a Câmara, ameaçavam cair sobre os passantes, em 1999 resolveram vir de propósito tratar do assunto, para contactos com os organismos responsáveis pela preservação do património arquitectónico e outros, assim como para procurar um arquitecto que fizesse o projecto de substituição do telhado.
          Le telephone arabe
          Apareceram amigos arquitectos, amigos que têm filhos arquitectos, amigos que têm amigos arquitectos. Arquitectos de renome, arquitectos inexperientes, arquitectos de Lisboa, arquitectos da província. O telefone árabe tinha funcionado e, como a casa aparece em várias publicações, entre as quais um livro da Associação dos Arquitectos Portugueses, acharam o interesse natural. Resolveram pedir propostas a alguns para poder comparar soluções e preços e voltaram para Paris.
Ao analisar as propostas tiveram algumas surpresas significativas. Houve ss que queriam fazer o projecto mas que o não podiam assinar, porque trabalhavam em exclusividade nalgum lugar. Houve os que não só não apresentaram proposta nenhuma, como já tinham esboçado as primeiras fases do projecto, corrido a falar com quem conheciam aqui e além, já vinham propor facilidades e conivências, uma estrutura do telhado em madeira de não sei quê, caríssima, para substituir o castanho que está na casa, mas depois de obter a comparticipação de não sei que mais, usa-se uma madeira mais barata, e a diferença... bem, a diferença teria servido para olear as engrenagens necessárias a um projecto destes e assim evitar os dissabores por que passaram mais tarde. Mas não, obrigado, o Albatroz não estava interessado.
          As telhas com que se está
Mais umas viagens porque, enfim, as telhas continuavam a poder cair sobre um fiscal da Câmara. Nunca se sabe como são estas coisas, isto de fiscais às vezes podem apanhar com telhas que caiem na cabeça por correspondência. Tinham mesmo que arranjar um arquitecto. Foi neste ponto que o Albatroz teve uma ideia peregrina: porque não contratar um arquitecto da região? Mais uma vez a querer contribuir para a economia local, diz-se por aqui que mordida de cão se cura com pelo do próprio cão. Depressa se apercebeu que o ditado popular é tão estúpido quanto tinha sido a ideia.
          A criatura
Procuraram nomes de arquitectos da região. Pediram propostas e orçamentos. Receberam mais orçamentos de arquitectos do que aqueles a quem tinham pedido. Lá escolheram um. Não conheciam a criatura, que foi escolhida apenas por ser da região onde se encontra a casa e ter eventualmente melhor conhecimento das condições locais e dos passos necessários para aprovação de projectos. Fizeram um contrato. Mas nem sempre o que parece é. Acabaram por perceber tarde demais que alguns arquitectos são piores do que os desenhadores com ligações à Câmara, que esses ao menos propuseram os seus serviços salientando logo a importância dos seus patronos para que tudo corresse bem.
Praticamente desde o início das relações contratuais, a criatura demonstrou falta de responsabilidade profissional: não cumpria os prazos estabelecidos, não chegava a horas ou faltava às reuniões marcadas, esquecia os assuntos discutidos nas sessões de trabalho. Além do mais, sabia que eles viviam fora do país, que todas as mudanças de calendário causavam prejuízos pessoais e profissionais. Começou por pedir mais um levantamento, porque o existente tinha sido feito “à fita”, o tal. Tinha que ser feito por um topógrafo com quem trabalhava, para que os dados entrassem logo em computador. E para ganhar tempo. Pagaram ao topógrafo. Mas depois o levantamento revelou-se incompleto e mal feito. Mais tempo que passa.
Foram-se apercebendo da falta de capacidade da criatura em responder aos desejos dos clientes com propostas tecnicamente válidas e adaptadas à situação. Demonstrou também falta de conhecimentos, experiência, bom gosto e sensibilidade para resolver os problemas postos por um edifício antigo. Insistia em mudar a forma do telhado. Os desenhos estavam a ser feitos por computador e é evidente que é difícil fazer encaixar um telhado de linhas regulares num edifício composto pela agregação de casas de vários séculos sucessivos. Mas a maior surpresa foi a insistência no disparate, mesmo tratando-se duma aldeia histórica com todas as suas condicionantes e apesar de vários empreiteiros terem garantido que o telhado poderia ser refeito com a forma original. Como posteriormente foi feito e assim está até hoje.
Do pouco e mal que propôs no projecto abortado, tudo era entregue tarde e a más horas, de forma a que nada pudesse ser verificado para saber se estava de acordo com o que era necessário, ou conforme ao que tinha sido pedido. Chegou ao extremo de não querer entregar os últimos elementos de cada fase sem que o trabalho fosse pago adiantadamente, pois sabia que esses elementos não teriam a aprovação dos clientes e não poderiam ser aceites pelas entidades destinatárias respectivas, dado que os prazos eram muito curtos. Um comportamento que não se conforma com o mínimo de ética, deontologia ou responsabilidade profissionais. Finalmente, tiveram mesmo que despedir a criatura e anular tudo o que já tinha sido submetido.
Mas a criatura era uma carraça. Não devia ter muito que arquitectar e daquilo que arquitectava, a qualidade era tal que uma das vítimas lhe tinha feito ameaças de morte, segundo confissão própria. Queria que lhe pagassem a totalidade do trabalho contratado, embora o pouco que foi feito tivesse ido direito para o lixo. Como já tinham feito vários pagamentos, acharam que chegava como contribuição para as boas obras, embora a diferença fosse pouca e se a criatura não fosse da família dos caprídeos teriam chegado rapidamente a um acordo igual ao que mais tarde seria decidido por um juiz. Fair enough, deviam ter despedido a criatura mais cedo.
Exit a criatura? Ainda não. Mais tarde, quando o telhado foi finalmente substituído numa forma em tudo semelhante ao original, com todas as aprovações necessárias, em vez de reconhecer a sua incompetência e meter a língua no saco, foi intrigar junto das organizações de protecção do património. De tal modo a ignorância é contagiosa que uma delas acabou por emitir um “parecer” extemporâneo e néscio, sem consultar a abundante documentação existente sobre as características e história da casa, ou sequer a sua própria lista na internet. Depois deste assunto arrumado, mais uma vez procurar arquitectos. Começar de novo, com novo projecto. Desta vez procuraram em Lisboa.
          Há de tudo
Entretanto tinham também feito conhecimento com uns advogados locais. Mais uma vez a inocência de acreditar na tal história da mordedura do cão e do pêlo do cão. Com os mesmos resultados, por vezes burlescos. Como quando num dia de audiência, durante o processo da criatura, encontraram por acaso num restaurante o homenzinho baixote que lhes tinham recomendado como advogado, a almoçar com o advogado da criatura. Curioso, sem mais. Mas o estranho foi que o baixote não devia ter a consciência tranquila, pois se pôs em bicos de pés como uma galinha da Índia, numa crise de histeria, a tentar justificar isto e aquilo. Exit baixote. Após outra tentativa falhada, acabaram por escolher um advogado de Lisboa, sempre fica mais perto do aeroporto.
          Time warp:
Durante 1999, o Albatroz vinha bater por eclipses contra os moinhos de vento das serranias do interior. Entretanto, a Alemanha reunificada mudava a capital de Bona novamente para Berlim. A  ideia da unificação europeia avançava com o estabelecimento dum Banco Central e do Euro como moeda comum.
O Presidente Clinton escapava ao impeachment no julgamento pelo Senado.
Os timorenses referendavam a independência e os indonésios destruíam tudo o que tinham construído desde a anexação de Timor-Leste. As milícias matavam tudo o que mexesse e não fugisse a tempo.
          JSR